O que é histeroscopia?

Veja Como é feita a histeroscopia

Ilustração – Foto: Reprodução

A histeroscopia é um dos exames realizados para manter a saúde íntima da mulher em dia. Neste procedimento, o ginecologista avalia a cavidade uterina da mulher por meio de endoscopia para diagnosticar ou tratar qualquer anormalidade na região.

A histeroscopia possui dois tipos: a diagnóstica, na qual o ginecologista somente analisará a região uterina para complementar um diagnóstico; e a cirúrgica, na qual o médico faz uma intervenção cirúrgica sem a necessidade de incisão. Quer saber mais sobre o assunto? Confira a seguir!

Como é feita a histeroscopia?

A histeroscopia é realizada quando a paciente está fora do período menstrual, uma vez que o fluxo pode dificultar a visualização da cavidade uterina. Durante o exame, a mulher fica em posição ginecológica e o médico introduz um histeroscópio pelo canal vaginal.

Esse instrumental, que possui cerca de 4 milímetros de diâmetro, é acoplado com uma fibra óptica que emite luz e gás carbônico que ajudam o ginecologista a obter a melhor imagem possível da cavidade do útero da paciente. A ótica conta, ainda, com uma microcâmera responsável por mostrar a imagem no monitor de TV por onde o ginecologista acompanha tudo em detalhes.

É importante destacar que algumas etapas serão diferentes entre a histeroscopia diagnóstica e a cirúrgica. Uma das principais diferenças está na duração de cada procedimento: enquanto o diagnóstico costuma ser rápido, o cirúrgico leva cerca de uma hora para ser concluído.

O local de realização do procedimento também é um ponto que difere entre um método e outro. O exame diagnóstico pode ser feito no consultório do ginecologista e raramente necessita de uma anestesia. No caso do cirúrgico, o procedimento deve ser realizado em um centro cirúrgico com aplicação obrigatória de anestesia, isso porque, o exame é mais longo e complexo.

Quando a histeroscopia diagnóstica é indicada?

O procedimento é requisitado pelo ginecologista nas seguintes situações:

  • Presença de sangramento uterino anormal;
  • Suspeita de miomas uterinos, pólipos ou de câncer do endométrio;
  • Casos de infertilidade conjugal;
  • Casos de abortamento de repetição;
  • Possibilidade de haver alterações no endométrio;
  • Entre outras situações.

Quando a histeroscopia cirúrgica é indicada?

A indicação da histeroscopia acontece quando:

  • É necessário corrigir malformações do útero;
  • Tratamento de miomas e pólipos uterinos;
  • Remoção do DIU quando não é possível vê-lo se exteriorizando através do orifício externo do colo do útero;
  • Tratamento de espessamento do endométrio.

Quais são os cuidados antes e depois do exame?

Apesar de ser um procedimento simples, a histeroscopia requer alguns cuidados da paciente. Antes de fazer o exame é importante que a mulher esteja há 72 horas sem fazer relação sexual e em jejum absoluto por pelo menos 6 horas.

Também é interessante que a paciente tome um medicamento para evitar cólicas com 30 minutos de antecedência do procedimento. Após o exame, os cuidados se resumem em evitar atividades muito intensas e tomar medicamentos anti-inflamatórios para reduzir os desconfortos na regão abdominal. Geralmente, a paciente recebe alta no mesmo dia que realiza o exame.

Para fazer a histeroscopia é fundamental que a mulher esteja com um acompanhante, sobretudo se for necessário aplicar a anestesia. Caso a paciente apresente alguma complicação após o procedimento, é essencial comunicar a clínica ginecológica para que as medidas terapêuticas sejam tomadas.

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